Povo Akuntsú, marcado por conflitos de terra, registra primeiro nascimento em mais de 30 anos
Filho de uma das três mulheres do povo nasceu na Terra Indígena Rio Omerê, no sul de Rondônia
Grupo é considerado de recente contato e vive sob monitoramento
20/12/2025
O povo Akuntsú, de Rondônia, registrou um nascimento depois de 30 anos, segundo a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas). Considerado um povo de recente contato, a região onde vive é marcada por conflitos de terra.
O nascimento aconteceu no dia 8 de dezembro na Terra Indígena Rio Omerê. O recém-nascido é um menino, filho de Babawru Akuntsú, uma das últimas três mulheres entre os Akuntsú.
Segundo a Funai, o povo esteve perto do fim por conta de conflitos territoriais na região do rio Corumbiara, que envolveram o avanço da ocupação não indígena sobre as terras. O grupo vive em área homologada que abrange os municípios de Chupinguaia e Corumbiara, ao sul de Rondônia, em direção ao Mato Grosso.
Os Akuntsú são monitorados pela Frente de Proteção Etnoambiental Guaropé, vinculada à Funai. Entidades que atuam na região foram responsáveis pelo apoio ao parto. O suporte médico foi feito em um hospital de Vilhena, em Rondônia.
Uma agente atuou como intérprete de Babawru por meio de videoconferência. A pajé Txiramanty Kanoé celebrou ritual para o nascimento.
"Este nascimento reafirma o dever do Estado brasileiro na proteção integral dos territórios habitados por povos isolados e de recente contato. A história dos Akuntsú demonstra que a proteção territorial se faz necessária para garantir a reprodução física e cultural dos povos indígenas, como prevê a Constituição Federal", disse a Funai em comunicado.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/12/povo-akuntsu-marcado-por-conflitos-de-terra-registra-primeiro-nascimento-em-mais-de-30-anos.shtml
PIB:Rondônia
Related Protected Areas:
- TI Rio Omerê
As notícias publicadas neste site são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.